MEU ALUNO É AUTISTA, E AGORA?




Olá professor, tudo bem?

Você tem alunos autistas em sala de aula?

O autismo é um desafio para os profissionais e familiares, especialmente na escola, onde a criança passa boa parte do seu tempo.

Por mais que muitos alunos com autismo estão cada vez mais incluídos nas salas de aula, ainda existem muitas dúvidas de como trabalhar a aprendizagem.

Afinal, como ensinar e lidar com os pequenos? Quais estratégias para trabalhar?

Vamos ler?

MEU ALUNO É AUTISTA, E AGORA? ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS PARA TRABALHAR COM O ALUNO AUTISTA!

Autismo, autista, síndrome de Asperger, quase todo mundo já ouviu esses termos. Mas, afinal, o que exatamente eles significam?

Todos eles compõem o Transtorno do Espectro Autista, uma condição na qual há uma alteração no desenvolvimento cerebral e, por consequência, a pessoa apresenta, principalmente, dificuldades relacionadas à interação com outras pessoas, bem como manifesta comportamentos repetitivos e interesses restritos, como sacudir frequentemente as mãos, ou dificuldade para sair da rotina.

O autismo é um desafio para os profissionais e familiares, especialmente na escola, onde a criança passa boa parte do seu tempo.

Ainda existe a exclusão de uma alfabetização rica e significativa, como ler e escrever, atuação e desempenho, discussões em classe e de pequenos grupos de estudo.

Em uma sala de aula de inclusão, o professor de educação geral e o professor de educação especial trabalham juntos para atender às necessidades da criança com autismo.

Muitas vezes o barulho pode irritar a criança, então procure deixá-la mais distante da porta ou janelas. Além disso, coloque-a em um local com menor quantidade de coisas que possam distraí-la, isso fará com que ela preste mais atenção no professor.

DIFICULDADES NO TEA

Antes de falar em disposição física em sala de aula, vamos ver algumas das dificuldades da criança autista e como elas apontam para a necessidade de uma organização, quando se busca sucesso no ensino.
Dificuldades de linguagem receptiva (compreensão das mensagens ouvidas) é característica do autismo. Muitas vezes o aluno pode não entender a mensagem quando o professor está acreditando que ele esteja entendendo, causando assim uma reação de agressividade ou de falta de iniciativa.
Pode também acontecer que o aluno não possua linguagem suficiente para comunicar verbalmente ao professor que está cansado, com calor, com fome, entediado ou com vontade de ir embora, exceto através de birras e pirraças.
Ele pode ter uma memória sequencial pobre (memória das sequências dos fatos, sons, etc) e não conseguir manter a sequência dos eventos, mesmo que os cotidianos, ou não ter certeza quando algo diferente irá acontecer.
Geralmente ele se sente mais confortável permanecendo em atividades que “já tem costume” resistindo assim a aprender as novas. Muitas vezes ele é incapaz de se organizar ou impor limites a seu próprio comportamento e não tem noção das regras sociais.
Isto pode resultar na tentativa de “chamar a atenção” dos outros de forma inapropriada ou de preferir ficar isolado. Devido a sua dificuldade de relacionamento social ele pode não ter motivação para agradar os outros ou não ser sensível a elogios podendo assim parecer que há resistência ao aprendizado.
Hipersensibilidade sensorial pode levar, com frequência, a distúrbios de comportamentos.
A distração e falta de noção e organização da temporalidade podem também causar comportamentos que interferem na aprendizagem.
ORGANIZE PARA ENSINAR

Os alunos autistas respondem bem aos sistemas organizados.
O professor deve organizar a sala de aula para efetivamente conseguir ensinar os alunos.
Organizar a sala-de-aula ou qualquer outro ambiente de ensino ao nível de compreensão do aluno pode diminuir suas dificuldades, resultando assim numa otimização do aprendizado.
Este capítulo debate os aspectos de uma estratégia, através da organização, que se tem mostrado útil em salas de aula para alunos portadores de autismo, independentemente da idade. Tais aspectos são: a organização física, a programação das atividades, os métodos de ensino.
A disposição física da sala-de-aula deve ser considerada quando se planeja o ensino para alunos autistas. Até a disposição dos móveis da sala pode ajudar ou atrapalhar o funcionamento independente do aluno, o reconhecimento e respeito pelas regras e limites.
A organização do meio ambiente lhes dá pistas visuais, que os ajuda a entender. Algumas pessoas com autismo são altamente propensas a se distrair por qualquer “coisa” do ambiente.
Os professores precisarão organizar o ambiente para que não haja tanta distração. Antes de planejar a organização física da sala-de-aula, o professor pode querer avaliar o meio ambiente de modo geral. Uma boa organização não será tão eficaz se existirem outros problemas.
Uma vez definido a sala-de-aula, o professor está pronto a começar a estruturar as áreas de aprendizado e treinamento no que concerne ao conteúdo da temática de aprendizado.
Definir áreas específicas para tarefas de aprendizado específicas, identificar com clareza os limites e fazer materiais facilmente acessíveis ajudam os alunos a saber de forma independente onde devem estar e onde obter seus próprios materiais. 
Desta forma trabalhando a interação do aluno e a independência dele cada dia mais em sala de aula.
Use muito o visual
Embora estudantes com autismo possam, sem dúvida, se beneficiar da instrução verbal, alguns também exigem um adicional de conforme eles aprendem.
Os professores podem trabalhar essa necessidade usando uma série de imagens enquanto ensinam, conduzindo discussões e explicações.

É IMPORTANTE SABER:
Algumas dicas valiosas, além de conhecer as dificuldades dos alunos autistas, organização do ambiente físico para facilitar a aprendizagem, temos mais algumas dicas valiosas para trabalhar com este aluno em sala de aula:
·         Pedir às famílias um relatório dos interesses, preferências e coisas que causam desagrado a cada criança.
·         Utilizar preferências e materiais de agrado para a criança na aula o no pátio para estabelecer um vínculo com a escola e as pessoas do ambiente escolar.
·         Trabalhar por períodos curtos, de cinco a dez minutos, em atividades de complexidade crescente, incorporando gradativamente mais materiais, pessoas ou objetivos.
·         Falar pouco, somente as palavras mais importantes (geralmente um autista não processa muita linguagem cada vez).
·         Utilizar gestos simples e imagens para apoiar o que é falado e permitir a compreensão (os autistas são mais visuais que verbais).
·         Desenvolver rotinas que a criança possa predizer ou antecipar (pela repetição e com o apoio de imagens que mostram o que vai ser feito no dia).
·         Estimular a participação em tarefas de arrumar a sala, ajudar a entregar materiais às outras crianças, etc.
·         Entregar objetos no canal visual. O adulto deve ter o objeto na mão diante dos olhos para que a criança possa pegar o objeto tendo o rosto do adulto dentro do seu campo de visão.
·         Respeitar a necessidade de estar um momento sozinho, de caminhar ou dar saltos ou simplesmente perambular para se acalmar (pode ser utilizado como prêmio após uma atividade).
·         Tentar conhecer as capacidades de cada criança para utilizá-las como entrada para as atividades de ensino (pintar, recortar, etc.).
·         Evitem falar muito, muito alto e toda situação que envolva muito estímulo (pode ser até nocivo para a criança).
·         Em casos de birra, é importante ter algum conhecimento de técnicas de modificação de conduta (time out, desvio de atenção, etc.), mas a primeira dica é não se apavorar, tentar oferecer outros objetos e, no caso de não conseguir acalmar a criança, explicar à turma o que está acontecendo e desenvolver atividade com o grupo em outro lugar e dar a possibilidade da criança com TEA de se acalmar.
Essas são algumas dicas simples do dia-a-dia, mas a melhor dica de todas é o respeito pela diferença. Somente com isso será feita uma inclusão de verdade. Além do conhecimento aprofundado do professor.

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