QUAIS AS PRINCIPAIS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM?



Para muitos, as expressões “dificuldade” “transtorno” de aprendizagem têm o mesmo significado. Mas vale enfatizar que são dois problemas diferentes e que se manifestam e devem ser tratadas de maneiras distintas.
As dificuldades de aprendizagem normalmente, estão relacionadas a fatores externos que acabam interferindo no processo do aprender do estudante, como a metodologia da escola e dos professores, a influência dos colegas…
Em contrapartida, os transtornos, normalmente, estão intrínsecos e fazem parte do aluno, seja uma disfunção neurológica, química, fatores hereditários, imaturidade…
Partindo do princípio que, para muitos, dificuldades e transtornos têm o mesmo significado, podemos citar quais são as principais dificuldades de aprendizagem:

Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade: é um problema de desatenção com ou sem hiperatividade (quando a criança é agitada e não consegue parar quieta). Elas se machucam com mais frequência, não têm paciência, interrompem conversas…;

 Discalculia: dificuldade de aprender tudo o que está relacionado a números como: operações matemáticas; dificuldade de entender os conceitos e a aplicação da matemática; seguir sequências; classificar números…;
 Dislalia: um distúrbio de fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras e pela má pronunciação, omitindo, acrescentando, trocando ou distorcendo os fonemas;
 Disortografia: dificuldade de aprender e desenvolver as habilidades da linguagem escrita, é um transtorno específico da grafia que, geralmente, acompanha a dislexia.
Ainda que muitos pensem que transtorno e dificuldade de aprendizagem seja o mesmo, é importante ter conhecimento sobre a diferença entre eles. Antes de procurar um professor particular para o seu filho, busque um diagnóstico clínico para saber quais os seus problemas de aprendizagem. Confundir transtorno com dificuldades pode acarretar sérios problemas na vida do sujeito e tratá-los da mesma maneira, provavelmente, não surtirá o efeito desejável.
O psicopedagogo é um profissional especializado para diagnosticar os problemas no processo de aprendizagem do estudante, caso você queira descobrir quais os problemas de aprendizagem de seu filho, entre em contato com a nossa equipe e marque um horário conosco.

Fonte: http://www.centropsicopedagogicoapoio.com.br/quais-as-principais-dificuldades-de-aprendizagem/


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PSICOPATOLOGIA DO FRACASSO ESCOLAR




Olá pessoal,
Este artigo é do Ulises Tiros que nos fala um pouco sobre as Psicopatologias relacionadas ao atraso escolar dos aluno... Boa leitura!!

Na minha experiência, há dois momentos em que a criança encontra o fracasso escolar. O primeiro momento ocorre durante as primeiras aquisições básicas que devem ser desenvolvidas no jardim de infância e / ou pré-primária, durante a idade de 4-7 anos. O segundo aparece durante os 8-12 anos de idade, em fase de escola primária. Normalmente, durante as primeiras aquisições globalmente criança falha na leitura, escrita e aritmética.
O fracasso escolar pode estar relacionada a uma deficiência intelectual e, neste caso, o atraso vai persistir depois gradualmente. Do ponto de vista da escola a maioria das crianças falham porque eles estão imersos no círculo vicioso de fracasso e qualquer que seja sua causa inicial, o fato de falha ocorre geralmente em reações a ele que dependem principalmente de seu personagem: apatia, turbulência, instabilidade e oposição.

Fracasso Escolar
A tirania do fracasso escolar: muitas vezes isso se manifesta tanto no ambiente familiar e escolar, embora às vezes apenas em escolas. Muitas vezes, a tirania do fracasso escolar aparece como uma oposição que a criança parece ciente, porém, a ideia de oposição é de apenas um pensamento mal formulada. Na minha experiência, a oposição escola se desdobra como a tirania é nada mais do que um disfarce reação o que eles queriam fazer a criança de seus pais através da escola.

Negatividade: Escola Passiva

Sua característica principal é que a criança manifesta uma ânsia ou desejo faltar à escola. A criança perde o interesse na escola quando há dificuldade na relação professor-criança; a criança pode tomar atitudes regressivas que vão além do problema da escola real torna-se então uma psicopatologia escola. Ou seja, um educador tem o poder de fazer a criança ter sucesso ou falhar na escola.
Quando uma criança mostra desinteresse em tudo que se relaciona a aprendizagem, é dito ter um (escola, família ou social) que impede dificuldade em aprender a ser eficaz. É importante notar que, se o educador é autônoma com a criança, a atitude passiva do educador fará com que as reações repressivas filho que são adquiridos quando são punidos ocorrer. (Escola / família)

Síndrome de Inibição Intelectual

Quando uma criança tenta trabalhar (refiro-me ao ambiente escolar), ele insiste nisso, mas se você só obter resultados decepcionantes, sofre incapaz de se envolver em atividade intelectual. A criança se sente bloqueado para a tarefa à mão, intrigado, tentando em vão se sente e às vezes isso me faz não querer começar de novo. As crianças que sofrem uma inibição intelectual sentir como presos de uma prisão e como um testemunho de sua ineficácia; isso produz estresse e ansiedade, dores de cabeça, aumentando para retomar as atividades escolares. Às vezes, ele solta o sonho, escapa da realidade, parece ausente. Assim que as crianças que não dizem nada e ainda têm dificuldade para trabalhar sofrer para que eles vêem a escola como uma prisão não como diversão.

Distúrbios de Caráter

Existem dificuldades escolares frequentemente e distúrbios de caráter estão ligados à turbulência, raiva, raiva e reação contra outras crianças e professores. No entanto, existem duas maneiras de conhecer o caráter de uma criança:
A primeira é a maneira como ele responde a uma reação a um conflito atual, uma situação que a criança não pode controlar e que normalmente faz com que a criança irritada. Daí o caráter de uma criança é conhecida e de lá você pode resolver o problema do bullying escolar.
A segunda é formada com uma liberação emocional realmente convincente, manifestações psicossomáticas (enurese, encoprese) que geralmente são comportamentos que causam outras reações punitivas e um ambiente familiar refletem o controle emocional mal estruturado e baixa.

O Atraso Escolar

Isso depende do potencial intelectual de uma criança, embora nem sempre, esclareceu. Deve-se notar a existência de uma discrepância comum entre nível intelectual e nível escolar, evidenciado pelo teste especializado. Por razões sociais, o atraso escolar tornou-se um problema de família verdadeira. No entanto, é importante mencionar que o atraso está relacionado a uma falta de continuidade na educação (mudando de escola, absentismo, mudança master) com a consequente falta de conhecimento básico de que a criança não pode compensar com inteligência.

Insucesso Escolar

Ao estudar o fracasso, dificuldades e escola eu ter sabido que é um universo para descobrir que a família desempenha um dos papéis mais importantes no processo de ensino e aprendizagem da criança.
Há muitas características que são aprendidas na família para a criança e que são posteriormente reproduzida no ambiente escolar. Às vezes professor ou educador da criança, inconscientemente, assume o papel de mãe ou pai e outros estudantes irmãos, isso faz com que a criança não vê a diferença entre a família e a escola. É evidente que o desajuste experimentado pela criança não está apenas relacionada com o grupo da escola. O ambiente familiar é o lugar onde os conflitos se desenvolvem, muitas vezes desempenha um papel mais importante do que a modificação pela escola.

O uso de métodos adequados, a redução de alunos dentro do grupo escolar, uma ajuda especial para certos materiais para as crianças que não têm uma base suficiente com uma valorização da profissão docente contribuem através de uma pedagogia valida que a educação recuperar o seu sentido e reeducação sem limites. Só desta forma será reforçado os processos de ensino-aprendizagem.
Fonte na íntegra: http://elpsicoasesor.com/psicopatologia-del-fracaso-escolar/
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DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM DE CRIANÇAS DE 0 A 2 ANOS



A construção desta linguagem se dá pela troca de significados em contextos interpessoais, permitindo os falantes preverem aspectos essenciais e compreender um ao outro.
O desenvolvimento da linguagem verbal não se dá de forma isolada, vai acontecendo juntamente com outras transformações no comportamento da criança pequena que estão relacionadas com sua forma de interagir e compreender o mundo.
Desta maneira, o desenvolvimento normal da criança depende de algumas habilidades importantes como: percepção visual e auditiva, cognição, locomoção, preensão e alimentação.
No primeiro ano de vida a criança desenvolve a comunicação e a linguagem, atenção compartilhada e contato social, cooperação em crescimento, dá início às sinalizações vocais para regulação de comportamento, interação e obtenção de atenção e compreende palavras rotineiras.
No segundo ano de vida, há um aumento na persistência e intenção das sinalizações verbais, inicia aquisição do simbolismo a respeito do contexto e de suas ações e maior antecipação.
Ao analisar o desenvolvimento da criança é preciso considerar os aspectos intrínsecos e orgânicos, as interações e os fatores ambientais: físico, emocional e sociocultural que a criança está inserida.
Para a criança aprender a falar ela interage com a sociedade. Inicialmente emitindo uma palavra, sendo capaz de responder às iniciativas dos outros através do olhar, do sorriso, vocalizações e conforme ela cresce, pode-se envolver em jogos sociais, fazer pedidos, responder questões e iniciar as interações independentemente.
Porém a interação afetiva não envolve somente as questões linguísticas, mas também as de conduta, convenções conversacionais entre os interlocutores, que envolvem as expectativas do falante e do ouvinte, respeito de turno e tópicos de interesse.
O desenvolvimento da linguagem no tempo certo está diretamente ligado à estimulação que o ambiente trouxe. Para isso, as crianças não devem ficar sozinhas ou presas em berços, pois por falta de atenção ou pouca estimulação a criança pode ter um atraso na aquisição de linguagem. Por outro lado, a criança pode ser superprotegida convivendo com pessoas que falam por ela, impedindo-a de praticar a linguagem.
Crianças com privação linguística seja por falta de estímulo ou por superproteção são normais no aspecto afetivo, intelectual, neurológico e auditivo, e falam em menos quantidade e qualidade, causando imaturidade.
Por isso, é importante que haja estimulação, que os pais ou cuidadores tenham um tempo com a criança para brincar, mostrar objetos e figuras, fazer jogos, ou seja, exercitar a linguagem, pois é assim que haverá o aprendizado e o desenvolvimento do que está inato na criança.
A criança pequena não tem condições de centralizar sua atenção de forma involuntária, portanto a atenção é comandada por estímulos do meio. Com o passar do tempo, mais especificamente através do processo de aquisição de linguagem, os adultos mostram para a criança o que é significativo e merece sua atenção.
Quando a fala da mãe direciona a atenção da criança, o outro afeta e direciona o psiquismo da criança, no caso a atenção, que precisa da intervenção do adulto para no futuro servir ao intelecto do indivíduo de forma mediada.
A aprendizagem e o desenvolvimento estão inter-relacionados desde os primeiros dias de vida da criança. O que é importante é que a aprendizagem direciona e impulsiona o desenvolvimento. A aprendizagem está associada ao lugar social que a criança ocupa, às expectativas que o adulto cria a seu respeito.
Fonte: http://www.centropsicopedagogicoapoio.com.br/desenvolvimento-linguagem-criancas-0-2-anos/

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TDAH E O PROCESSO DE APRENDIZAGEM.



O TDAH é um dos transtornos neuropsiquiátricos mais conhecidos na infância. Devido à baixa concentração de dopamina e/ou noradrenalina em regiões sinápticas do lobo frontal, leva o indivíduo a uma tríade sintomatológica de falta de atenção, hiperatividade e impulsividade, ocasionando sérias dificuldades para o processo de aprendizagem.  
Falta de atenção, para o caso da criança portadora de TDAH significa excesso de mobilidade na atenção, ou seja, hipermobilidade, que é quando o indivíduo não consegue manter, por algum tempo, sua atenção em um mesmo objeto, em um mesmo foco. É a atenção espontânea que predomina.
Hiperatividade significa um aumento da atividade motora, deixando a mesma quase constantemente em movimento.
As definições da palavra impulsividade – força que impele estímulo, abalo, ímpeto, impulsão – ajudam a compreender a maneira pela qual o indivíduo portador do TDAH reage diante do mundo. Pequenas coisas podem despertar-lhes grandes emoções e a força dessas emoções gera o combustível de suas ações.
Estudos cada vez mais aprofundados e específicos sobre o TDAH desvendam novas técnicas de enfrentamento para esta problemática, novos recursos psicoterapêuticos e medicamentosos, com a finalidade de que haja uma diminuição da interferência que os sintomas do TDAH causam na vida da pessoa, fazendo com que esta consiga aumentar a concentração e controlar a hiperatividade e a impulsividade.
Recursos estes se tornam especialmente necessários para as crianças do período pré-escolar e ensino fundamental, onde a desatenção e a impulsividade comprometem além do processo de aprendizagem, os relacionamentos e a autoestima.
A falta de informação, conhecimento e compreensão que envolve o processo escolar são grandes obstáculos que a criança enfrenta neste período juntamente com as características do transtorno, fazendo com que professores colegas e pais considerem o comportamento desta criança como sendo rebelde e desinteressado, tendo para com ela um tratamento preconceituoso.
Alguns aspectos são importantes que sejam avaliados a fim de que não sejam cometidos enganos no diagnóstico de TDAH, sendo eles:
- Avaliar a frequência e a intensidade que estes sintomas aparecem, a duração dos mesmos e a interferência que eles causam na vida, ou seja, se acarreta ou não prejuízo no funcionamento da pessoa.
- Avaliar se os sintomas existem desde a infância ou início da adolescência.
- Avaliar se os sintomas não estão sendo provocados por nenhum outro transtorno conhecido.   
Somente após esta cuidadosa análise, é que se pode caracterizar o transtorno, afinal, toda pessoa pode apresentar um ou mais comportamentos similares aos sintomas do TDAH em algum momento da vida, sem necessariamente apresentar um diagnóstico patológico.
Para os indivíduos em que predomina a hiperatividade, uma característica importante que vale ser ressaltada é que estes, inconscientemente, buscam conflitos como uma maneira de ativar seu próprio córtex pré-frontal. Não planejam fazer isso, negam que fazem, e ainda assim fazem. Isso ajuda a aumentar a atividade de seus lobos frontais e a se sentirem mais estimuladas. Embora não seja um fenômeno consciente, parece que ficam viciadas em confusão. A hiperatividade se manifesta com movimentos frequentes, a criança bate com os pés, mexe as mãos, não pára quieta, corre o tempo todo.  
Nos portadores de TDAH predominantemente desatentos, parece que quanto mais a pessoa tenta se concentrar, pior para ela. A atividade no córtex pré-frontal se desliga ao invés de ligar. Quando um pai, um professor, um chefe, põe pressão na pessoa que tem déficit de atenção, ela se torna menos eficiente, fazendo com que o supervisor interprete isso como decréscimo no seu desempenho ou má conduta proposital. O que acontece é que todos nós funcionamos melhor com elogios, mais intenso então, é quem possui essa patologia. É adequado trabalhar com essas pessoas com estímulo e ambientes que sejam altamente interessantes e tranquilos, para que se tornem mais produtivas. O mais incrível é que essas pessoas frequentemente conseguem prestar atenção em coisas bonitas, novas, interessantes ou assustadoras, que oferecem estimulação e ativam o córtex pré-frontal, conseguindo se focalizar e concentrar.  A desatenção pode acontecer em situações escolares, profissionais ou sociais. Frequentemente dá-se a impressão de que a mente está em outro lugar ou que não escutou o que foi dito. Há uma dificuldade em completar tarefas, compreender instruções, organizar atividades. Seus objetos são desorganizados e com frequência são perdidos, desleixados, danificados. Os portadores de TDAH distraem-se com qualquer ruído, esquecem coisas das atividades diárias, esquecem compromissos marcados, não prestam atenção no que os outros dizem.
Nos portadores de TDAH predominantemente impulsivos, a mente funciona como um receptor de alta sensibilidade, que, ao captar um pequeno sinal, reage automaticamente sem avaliar as características do objeto gerador do sinal captado. A impulsividade se manifesta como impaciência, responder precipitadamente antes do término das perguntas, dificuldade de aguardar a sua vez para falar, interromper ou intrometer nos assuntos alheios, causando muitas dificuldades nos contextos sociais, escolares ou profissionais.
A dificuldade escolar é uma queixa frequente de pais e professores de crianças com TDAH. É por este motivo que os pais normalmente recorrem com veemência a neuropediatras, psicólogos e psicopedagogos.  De acordo com dados estatísticos, a dificuldade escolar está entre as sete queixas mais frequentes. Para o SAEB, (Sistema Nacional da Educação Básica), o desempenho escolar depende de diferentes fatores: características da escola (físicas, pedagógicas, qualificação do professor), da família (nível de escolaridade dos pais, presença dos pais, interação dos pais com escola e deveres) e do próprio indivíduo (saúde mental, visual, auditiva, nutricional, etc). Somado a esses e outros fatores, tem-se discutido muito o problema das crianças portadoras de TDAH, considerando que sua atividade motora e mental é inadequada, excessiva e muitas vezes denominada erroneamente, como agitação ou inquietação por vontade própria.  Os pais que ainda não perceberam ou não aceitaram que o filho possui o transtorno de hiperatividade e/ou déficit de atenção, ao ingressar o filho na escola, sentirão a necessidade de se interar dessa problemática, mais precisamente na fase de alfabetização e daí para frente. Ou porque a conduta “arteira” não é bem vinda, ou porque as notas não vão muito bem.
A prevalência do déficit de atenção e hiperatividade está entre 3% e 5% em crianças em idade escolar e costuma ser mais comum em meninos do que em meninas. É considerada uma das patologias psiquiátricas mais freqüentes nesse grupo etário, devendo ser assistida por profissionais experientes nas áreas de neuropediatria, psiquiatria ou interdisciplinares.
As crianças com TDAH apresentam maior dificuldade para aprendizagem e problemas de desempenho em testes e funcionamento cognitivo em relação aos seus colegas, principalmente por dificuldades nas suas habilidades organizacionais, capacidades de linguagem expressiva e/ou controle motor fino ou grosso. O funcionamento intelectual dessas crianças não difere das outras, o transtorno parece não afetar as capacidades cognitivas gerais, o TDAH não está relacionado à falta de capacidade, mas a um déficit de desempenho. A maioria das crianças portadora desse transtorno tem desempenho escolar abaixo do esperado devido à realização incoerente de tarefas, desatenção e problemas de procedimentos em sala de aula, fazendo que constantemente percam mérito por participação e comportamento.
Muitas crianças e adultos com TDAH e mais especificamente o DDA têm letra feia e consideram o ato de escrever difícil e estressante, preferem digitar, por não ser um movimento harmônico contínuo, e sim uma atividade motora de começa e pára. Também se queixam da dificuldade de tirar os pensamentos da cabeça e colocá-los no papel, “os dedos não sabem dizer o que o cérebro está pensando”...  
É preciso que os professores conheçam um pouco sobre o TDAH, para não criarem barreiras em relação ao aluno e tentarem dar uma maior atenção a quem possui o transtorno. Estudar em turmas pequenas, sentar próximo ao quadro e ao professsor, sala com poucos detalhes que possam dispersar a atenção, permissão especial para ter mais tempo de fazer as tarefas sem punições, são algumas dicas que podem ajudar muito essa criança.
A criança com TDAH deve aprender aos poucos, e aplicar em seu dia-a-dia mais eficácia, ou seja, não apenas focar um processo ligado à tarefa, mas chegar a um resultado satisfatório, do que eficiência (aplicar muita energia, tempo, dedicação e empenho para a realização de uma determinada tarefa). Desta forma, o desgaste emocional será menor e os resultados, mais satisfatórios. Essa criança provavelmente realizará tarefas que proporcionam desafios e emoções, mesmo que seja exaustiva, em condições muito melhores do que tarefas que lhe exijam concentração e tempo.
A prescrição de medicamentos psicotrópicos é o tratamento mais comum para o TDAH. Numerosos estudos têm demonstrado, de modo coerente, a rápida melhora do funcionamento comportamental, acadêmico e social da maioria das crianças tratadas com substâncias estimulantes. São chamados assim em virtude de sua capacidade comprovada de aumentar a excitação ou “alerta” do sistema nervoso central.
Estas medicações melhoram extraordinariamente a capacidade motora da pessoa de colocar seus pensamentos no papel, aprimoram a atenção e a impulsividade, aumentam a motivação e a concentração, com a vantagem de não provocar dependência nos usuários.  Esses medicamentos não curam o TDAH, mas ajudam a normalizar os neurotransmissores durante o seu uso. Dessa forma, diminui as consequências negativas emocionais, acadêmicas e sociais.  
Associado aos estimulantes, as psicoterapias exercem efeitos eficazes no tratamento do TDAH, principalmente nas crianças, pois a modificação comportamental é necessária para o bom desempenho escolar e minimiza os conflitos nos relacionamentos. Outras intervenções como terapia comportamental familiar, participação dos pais em grupos de apoio e treinamento aos professores são coadjuvantes ao tratamento para que a criança não se sinta discriminada perante os outros e para que todos aprendam a contornar melhor as adversidades advindas do transtorno. 

Fonte: http://www.tdah.org.br/br/artigos/textos/item/1065-tdah-e-o-processo-de-aprendizagem.html


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LER EM VOZ ALTA E DAR APOIO EMOCIONAL AJUDAM AS CRIANÇAS A SUPERAREM A DISLEXIA



Olá professor, tudo bem?
Você sabia que o distúrbio de aprendizagem costuma aparecer durante a alfabetização, ou seja, na faixa dos 5 a 7 anos? Confira que interessante a matéria abaixo que nos fala um pouco sobre esse assunto.
Caracterizada pela dificuldade de leitura e escrita, a dislexia é um distúrbio de aprendizado que pode ser percebida na decodificação e interpretação de letras e palavras. É no início da fase escolar, principalmente durante a alfabetização, na faixa dos cinco a sete anos, que costuma-se notar se a criança possui algum distúrbio de aprendizado: troca letras, tem dificuldade de compreensão das atividades, não tem o mesmo ritmo que os colegas, entre outros comportamentos que destoam do normal. 
Médico psiquiatra e doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Mario Louzã afirma que, além do apoio emocional, os pais podem ajudar os filhos a superarem a dislexia no treino de leitura, lendo alto ou auxiliando na compreensão do que está sendo lido, ou em qualquer atividade lúdica que envolva o reconhecimento das letras, das palavras, dos seus sons e de seus significados.
Atualmente, a dislexia atinge cerca de 5% a 10% da população infantil, e suas causas ainda não são totalmente conhecidas. Sabe-se apenas que o fator genético é preponderante (genes ligados ao desenvolvimento do cérebro no embrião e na criança). 
Troca de letras

Se houver dislexia, a partir dos sete anos, a criança não desenvolve a leitura na mesma velocidade que os outros colegas. A leitura é mais lenta e, ao escrever, costuma trocar letras ou escreve ao contrário. A criança também pode inverter as letras ao escrever, e com os números, não é diferente. Pode haver uma inversão, por exemplo, entre o 6 e o 9.

De acordo com Louzã, o diagnóstico da dislexia é feito por uma equipe que envolve psiquiatra, fonoaudiólogo e, eventualmente, um neuropsicólogo. No entanto, quem realiza o tratamento é um fonoaudiólogo.
Dentre as principais áreas afetadas no cérebro das crianças que sofrem de dislexia são os lobos temporais, além de algumas estruturas dos lobos frontais e parietais.

Louzã ressalta ainda que há vários tipos de dislexia. São elas:
- Dislexia Adquirida: é mais recorrente em adultos, e pode ocorrer após algum tipo de traumatismo craniano, derrame cerebral ou doenças neurodegenerativas.
- Dislexia de Desenvolvimento: é a dislexia típica do desenvolvimento da criança, sem uma causa aparente. Contrasta com a dislexia adquirida, que é consequência de alguma doença neurológica.

- Dislexia Fonológica: é a dificuldade de ler palavras desconhecidas.
- Dislexia Superficial: neste tipo de dislexia, as palavras que são lidas da mesma forma que são escritas, como bala, não geram dificuldades, ao contrário das palavras cuja escrita não coincide com a pronúncia, dificultando a leitura (por exemplo, exercício, o x é pronunciado como um z).
- Dislexia Profunda ou Mista: envolve dificuldade tanto no reconhecimento sonoro da palavra quanto na compreensão de seu significado.
Fonte: http://noticias.r7.com/saude/ler-em-voz-alta-e-dar-apoio-emocional-ajudam-as-criancas-a-superarem-a-dislexia-diz-psiquiatra-08112016

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LEMBRE-SE: SEM MEMÓRIA NÃO HÁ APRENDIZAGEM.




Olá...
Que tal entender mais sobre o cérebro do seu aluno e saber lidar com determinadas situações que ocorrem em sala de aula?  Interessante não é mesmo? 
Confira abaixo essa matéria bem interessante e boa leitura!
Para a professora Leonor Guerra, do departamento de morfologia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), compreender melhor o funcionamento do processo de aprendizagem ajuda avaliar estratégias pedagógicas que impactam na forma como os alunos aprendem. Por que todo mundo não aprende igual? Isso tem a ver com a nossa biologia. Entender as limitações e o potencial de um aluno pode trazer uma contribuição boa para quem está começando sua vida na área da educação, explica a médica e especialista em neuropsicologia.
Não é difícil encontrar cursos de formação continuada que já começaram a trabalhar noções de neurociência com educadores. No entanto, quando o assunto é formação inicial, esse campo de conhecimento ainda parece estar muito distante de boa parte das instituições de ensino superior. Segundo Guerra, muitos cursos ainda são resistentes a discutir as bases neurobiológicas. A impressão que tenho é que eles acham que isso vai biologizar a questão da aprendizagem, diz.
A neurocientista afirma que é importante compreender diferentes perspectivas sobre o processo de aprendizagem, sejam elas biológicas ou sociais. Na coordenação do projeto NeuroEduca, iniciativa de extensão da UFMG, ela ministra palestras e oficinas de formação que apresentam noções básicas de neurociência para educadores.
Entender as limitações e o potencial de um aluno pode trazer uma contribuição boa para quem está começando sua vida na área da educação.

Embora o projeto tenha atuação principal na formação continuada, Guerra afirma já ter realizado atividades com os alunos de cursos de pedagogia. De acordo com ela, a matriz curricular de muitos cursos ainda não inclui esse tópico de forma sistematizada. Se para a educação continuada está sendo importante, por que não inserimos na formação inicial do educador?, questiona, ao mencionar que neste período o aluno da graduação pode construir suas concepções de aprendizagem e estabelecer relações entre conhecimentos da neurociência com a leitura de teóricos da educação.
Em São Paulo, o programa Cuca Legal também tem investido em trazer esses conhecimentos para a realidade de educadores. Coordenado pela neuropsicóloga Adriana Fóz, o projeto é composto por uma equipe interdisciplinar da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que promove cursos, estratégias e programas educacionais que desenvolvem atividades sobre o funcionamento do cérebro e o desenvolvimento socioemocional dos alunos.
Para a neuropsicóloga, a neurociência pode ser uma grande aliada para o trabalho do professor, principalmente quando ele tem contato com esse conhecimento desde o período da sua formação. O professor ter o conhecimento e o aval dessa ciência vai nortear bastante o trabalho dele. Vai ser interessante porque vai poder corroborar com aquilo que ele já sabe por intuição ou experiência, afirma Foz. Durante as formações de educação emocional, por exemplo, os educadores são estimulados a perceber importância que as emoções exercem sobre o processo educacional, principalmente a emoção transmitida pelo próprio educador. Quando eles nos perguntam de onde vem a emoção, começamos a introduzir as questões da neurociência.
Da universidade para a escola
Na UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), em Minas Gerais, uma experiência que envolve conhecimentos de neurociência tem aproximado alunos da graduação de escolas de educação básica da região. A partir de estudos sobre o funcionamento do cérebro e o processo de aprendizagem, universitários visitam escolas vizinhas para fazer o acompanhamento de crianças com deficiência.
Após fazerem observações sobre o desenvolvimento e a participação dos estudantes, eles levam as anotações para discutir na universidade. Com base em pesquisas, conhecimentos da neurociência e estudos sobre os casos, os futuros educadores propõem intervenções que o professor da educação básica poderia colocar em prática para auxiliar o seu aluno, como perceber quais são as maiores dificuldades da criança e valorizar atividades que estimulam os seus principais potenciais.
Os conhecimentos da neurociência têm se mostrado muito importantes para o campo da educação. Eles não resolvem o problema, assim como qualquer outro conhecimento, mas ajudam a pensar educação de outra maneira
Os conhecimentos da neurociência têm se mostrado muito importantes para o campo da educação. Eles não resolvem o problema, assim como qualquer outro conhecimento, mas ajudam a pensar educação de outra maneira. A neurociência traz a possibilidade de entender como o cérebro reage na interação com o ambiente. Para nós, que trabalhamos com aprendizagem, isso faz toda a diferença, conta o professor Marco Antonio Melo Franco, idealizador e coordenador do projeto.
O projeto, que hoje está inserido na modalidade de extensão, começou a ser desenvolvido em 2012. Segundo Franco, a experiência já tem apresentado bons resultados, que incluem maior aproximação dos universitários com a realidade da sala de aula e mudanças de postura dos professores da educação básica. No momento em que eles entendem como a criança está pensando e quais são os processos que ela desenvolve enquanto se relaciona com os conhecimentos escolares, ele pode reelaborar metodologias para lidar melhor com esses alunos, exemplifica.
De acordo com o professor, a UFOP tem passado por período de reforma no seu currículo de pedagogia. A proposta é que a nova matriz trate da aprendizagem como um elemento central. Além disso, também existe a possibilidade de incorporar uma disciplina eletiva de neurociência e educação. Estão surgindo novas possibilidades de atuação pedagógica que levam em conta o funcionamento do cérebro, mas eu acho que nós ainda temos um longo caminho para percorrer no diálogo entre a neurociência e educação.
Fonte: http://porvir.org/neurociencia-ajuda-preparar-professores-para-desafios-da-sala-de-aula/

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